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segunda-feira, 12 de abril de 2010

TALVEZ

Talvez 
Florbela Espanca Trocando olhares - 29/07/1916



A esta hora branda d’amargura,
A esta hora triste em que o luar
Anda chorando, Ó minha desventura
Onde estás tu? Onde anda o teu olhar?
A noite é calma e triste… a murmurar
Anda o vento, de leve, na doçura
Ideal do aveludado ar
Onde estrelas palpitam… Noite escura
Dize-me onde ele está o meu amor,
Onde o vosso luar o vai beijar,
Onde as vossas estrelas co fulgor
Do seu brilho de fogo o vão cobrir!
Dize-me onde ele está!… Talvez a olhar
A mesma noite linda a refulgir…

5 comentários:

fê! disse...

Viva! Tô conseguindo comentar!
Passei só p/ deixar um beijo e desejar uma ótima semana!
Mais uma vez, uma escolha impecável, poema doce e delicado, igual a você Vivi!
Bjos
Fê.

Patricia Daltro disse...

Gosto muito de Florbela Espanca e de poesias! Que bom ver mais uma amiga do Cartas se aventurando na arte de blogar! E com um ótimo gosto para poetas!

Anônimo disse...

Vivi!

Que lindo! Engraçado, cada um tem um jeito com as palavras. Eu acho que escrevo super bem, mas jamais seria capaz de fazer o que vc faz!
Parabens Querida!!
Beijos
Tatí Presser

Xereta® disse...

Parabéns pelo blog, Vivi, tá lindo demais da conta, sô!
Sempre bom um novo espaço pra compartilhar, navegar, andarilhar, sonhar, cirandar...
Muita paz e muita luz, sempre!
Beijos!

Luan disse...

Vivi, passando para desejar uma boa semana!
Uma grande bj e um abraço!

"A esta hora branda d’amargura,
A esta hora triste em que o luar
Anda chorando, Ó minha desventura
Onde estás tu? Onde anda o teu olhar?"

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