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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fragmentos de Fernanda Mello (que bem poderiam ser meus...)

"Eu sou criança. E vou crescer assim.

Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores.

Acho graça onde não há sentido. Acho lindo o que não é. O simples me faz rir, o complicado me aborrece.

O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. 



Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, o mundo continua rodando, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, existem coisas que não precisam ser explicadas. (Pelo menos para mim).

O que importa é o que faz os meus olhos brilharem, o coração bater forte, o sorriso saltar da cara.

Eu acho que as pessoas são sempre grandes e às vezes pequenas, igual brinquedo Playmobil.

Enxergo o mundo sempre lindo e às vezes cinza, mas para isso existem o lápis-de-cor e o amor que a gente aprendeu em casa desde cedo. Lembra?

Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).

Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de filme de terror, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim.

Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos entram e saem, nunca sei aonde fui parar.

Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou.

Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo.

Sempre pergunto se você está feliz, se eu estou linda, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim, se o café ficou forte demais.

Eu sou assim.

Nada de meias-palavras. Já mudei, já aprendi, já fiquei de castigo, já levei ocorrência, já preguei chiclete debaixo da carteira da sala de aula, mas palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força.

Sou menina levada, princesa de rua, sou criança crescida com contas para pagar.

E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas.

Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Beijo escondido, faço bico, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói.

E eu amo!!!

Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Sem pudor.

Quer me entender? Não precisa.

Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma palavra bonita pra me fazer sonhar.

Não importa. Criança não liga pra preço, não liga pra laço de fita e cartão de relevo. 


Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!!!!"


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"Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história.


Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível.


Meu coração é livre, mesmo amando tanto.


Tenho um ritmo que me complica.


Uma vontade que não passa.


Uma palavra que nunca dorme.


Quer um bom desafio?  Experimente gostar de mim"

3 comentários:

Suzana Martins disse...

"O simples me faz rir, o complicado me aborrece. "

Amei esses fragmentos!!!^^

Beijos querida!!

Tdo bem aii?

Simonepin disse...

Olá Viviane já tem um tempinho que eu acompanho teu blog mas é a primeira vez que comento (aff!!)... Esse post é muito minha cara. Hehehe
E pra que deixar de ser criança se é tão bom?! ...Estou passando por uma fase bem "problemática"... A "vida" está exigindo de mim que eu cresça! E tá difícil, é difícil ter que mudar de um dia pro outro...
Adoro seu blog e pretendo voltar pra falar mais vezes.
Bjus.
www.palavrastraduzidas-pin.blogspot.com

Anônimo disse...

Adorei!! É você em essência!Bj! Clara

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